IV Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão - Os impactos da Psicologia na Sociedade Brasileira: A Política da Ciência e da Profissão

COMPARTILHE:

Nenhum comentário 17/12/2014 às 15h09 - Atualizado em 17/12/2014 às 15h09

Jogos e brincadeiras divertem e ensinam participantes do IV CBP

A psicóloga Marilda Ribeiro destaca a importância das atividades em entrevista abaixo

Pela primeira vez oficinas interligadas sobre jogos e brincadeiras tiveram lugar durante todos os dias de um evento de Psicologia. E a bem-sucedida experiência não poderia ter sido realizada em um local melhor: o IV Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão, realizado de 19 a 23 de novembro, em São Paulo, que reuniu milhares de participantes ao longo dos cinco dias de evento. A psicóloga Marilda Ribeiro, uma das organizadoras das atividades e responsável por ministrar oficinais sobre jogos e brincadeiras fala um pouco da experiência em entrevista a seguir.

Como foi a experiência de realizar atividades relacionadas entre si sobre jogos e brincadeiras em um evento de Psicologia?

Tínhamos duas salas com oficinas, todos os dias, uma delas oferecendo oficinas ou atendimento aos participantes para demonstrações ou para responder perguntas.
A experiência foi muito boa. Posso assegurar que para nós que organizamos e ministramos oficinas, foi animador ver tantos psicólogos e estudantes participarem.

Tivemos uma participação muito grande, principalmente junto ao grupo que trouxe vários jogos e brinquedos, mas todas as oficinas tiveram salas cheias. Isso é muito importante em um congresso que discutiu também outros temas muito relevantes para a Psicologia atual.

Vários brinquedos ficaram expostos no corredor e foi muito interessante ver o público jogando.

Em sua visão, o que motivou a grande participação dos profissionais e estudantes nas atividades?

Os participantes tinham interesse profissional em conhecer os jogos e as brincadeiras – oficinas são atividades em que a ideia é exercitar, fazer para depois compreender as possibilidades que os jogos/brincadeiras oferecem para a aprendizagem e para o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social daquele que joga.

Mas os participantes também lá encontraram a oportunidade de jogar por jogar, para ter momentos em que podiam ser criativos, exercitar o domínio de certas habilidades, interagir de forma descontraída com outros participantes, aprender coisas novas para eles próprios.

Acredita que as atividades tenham provocado questionamentos e mudanças de olhares sobre o tema do Brincar?

Penso que o Ciclo do Brincar propiciou, para quem participou de várias de suas atividades, uma boa combinação entre abordagem do tema, tanto teórica quanto prática, com as “oficinas” e com os “Como eu faço” . Penso que foi possível reafirmar a importância dos jogos/brincadeiras como relevantes ferramentas que podem ser usadas em várias formas de atuação profissional em Psicologia ( na educação, na psicoterapia, junto a pacientes hospitalizados, nas instituições de assistência e educação, nos trabalhos de reabilitação).

Mas acho que foi especialmente importante abordar o brincar e o jogar como um momento de ócio criativo, momento em que podemos nos entregar a uma atividade pelo seu valor intrínseco. Vários pesquisadores e profissionais da Psicologia instigaram as plateias a resgatarem o sentido que o brincar tem em si mesmo, possibilitando, para a criança e o adolescente, oportunidades de resgatar e compreender fatos relevantes de sua vida, de se apropriarem da vida em sociedade, da cultura; o brincar e/ou as atividades lúdicas como um contraponto a um modo de vida que nos é imposto por uma sociedade que exige fazer sempre mais, mesmo que esse fazer seja sem sentido.

Nesse sentido foi possível aprofundar as diferentes possibilidades do brincar, desvinculando-o de um papel exclusivo de ferramenta pedagógica e/ou terapêutica.

Quais atividades do circuito chamaram mais atenção, em sua opinião?

Acho que foram as oficinas, justamente pelo fato de os participantes aprenderem fazendo. Aprenderem com muito prazer.

Acredita que esta experiência deva ser repetida em outros eventos da Psicologia? O que mudaria e o que manteria em relação à experiência no CBP?

Sim, fazer a divulgação de uma categoria especial de atividades com o tema brincar, desde as primeiras chamadas para inscrição de trabalhos, permitiria acesso mais amplo a pesquisas e trabalhos práticos com o brincar e permitiria conhecer outros grupos que têm se dedicado ao tema.

Compartilhe:

Comentários

Deixe uma resposta

  • Promoção

  • Apoio



IV CONGRESSO BRASILEIRO PSICOLOGIA: CIÊNCIA E PROFISSÃO

19 a 23 de novembro de 2014

São Paulo - SP