IV Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão - Os impactos da Psicologia na Sociedade Brasileira: A Política da Ciência e da Profissão

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Nenhum comentário 24/11/2014 às 7h59 - Atualizado em 24/11/2014 às 7h59

Oficina explora o corpo como ferramenta para análise psíquica

Pense no seu nome. Na identidade que ele te traz. No quanto ele representa as expectativas depositadas em você. Se pudesse guarda-lo no seu corpo, onde seria? Assim começou a oficina “Meu nome, meu corpo – uma história” na manhã do domingo (23), último dia do IV CBP.

Ministrada por Valéria Pantuffi, presidente da Sociedade Brasileira de Análise Bioenergética (Sobab), a atividade aconteceu com pouco mais de 30 pessoas, quase todas mulheres. Descalças, dividiram-se em duplas para compartilhar a história de seus nomes, a influência deles em suas vidas. Em seguida, sentadas no chão, cada participante apoiou-se nas costas do outro. “O processo psicoterapêutico é um ponto de apoio para que a gente ache nossa estrutura e caminhe”, orientou Pantuffi.

Por vezes acompanhados de músicas (como “Me conte a sua história”, de Roberto Carlos, “Pela luz dos olhos teus” de Tom Jobim, Vinicius de Moraes e instrumentais), os exercícios da oficina chamaram atenção o tempo todo para a percepção da respiração, da estrutura corporal exercendo peso sobre o chão, do sentir o próprio corpo. “Pegue no seu corpo, não pode pular nenhuma parte. Você confia na sua perna, no seu pé? Amasse. Observe a temperatura do seu corpo se elevando, vocês percebem que isso dá uma sensação de presença?”, dizia Pantuffi.

“Nomes fortes, comuns, estranhos, compostos, cada qual com uma peculiaridade. Qual nossa relação com esse mantra que pelo resto de nossa vida será entoado é o que precisamos saber. Seja boa ou conflitante, compõe e interfere na forma de nos relacionarmos”, explicou a psicoterapeuta reichiana, cuja oficina teve o propósito de refletir sobre como os motivos que levaram alguém a escolher determinado nome se corporificam, mesmo sem que se perceba.

A análise bioenergética, abordagem psicocorporal desenvolvida pela Sobab, é baseada na teoria de Alexander Lowen a partir da obra de William Reich (que foi seu professor), tendo como eixo a inseparabilidade da mente e do corpo. “A Bioenergética trabalha com a análise da história de vida conectada com a expressão do corpo. O foco privilegiado das intervenções é o corpo, seus processos energéticos, bloqueios e pulsações, sempre analisadas na sua unidade psicossomática”, explica material distribuído na oficina.

“Algumas pessoas pensam que trabalho corporal é só corpo, e não é”, afirmou Pantuffi na roda de conversa que finalizou a vivência. “É contato, construção, é o trabalho da análise psíquica com a ferramenta do corpo. Esse é o potencial do trabalho corporal, uma ferramenta importante para acessar e transformar nossa história”.

*Texto: Gabriela Moncau, repórter freelancer do IV CBP.

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