IV Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão - Os impactos da Psicologia na Sociedade Brasileira: A Política da Ciência e da Profissão

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Nenhum comentário 24/11/2014 às 8h06 - Atualizado em 24/11/2014 às 8h06

Psicóloga e artista plástica, Valeria Fazolari expõe peças no IV CBP

Ao entrar na Uninove, que sediou o IV Congresso Brasileiro de Psicologia, quem atravessasse os stands se depararia com a exposição, no centro do corredor, com uma série de trabalhos artísticos. As primeiras obras que os olhos encontram são esculturas de cerâmica. Todas de mulheres. Os trabalhos são da artista Valéria Fazolari, que formou-se como psicóloga em 1977, e criou gosto por fazer arte com argila cerca de 20 anos depois da graduação.

Antes de se tornar artista plástica, Valéria Fazolari trabalhou em escolas públicas como psicóloga, professora e alfabetizadora, além de ter passado por um posto de saúde da prefeitura de São Paulo. Aposentada há dois anos, segue atendendo em um consultório particular. “Em 1989 fiz uma pesquisa de mestrado na USP em que analiso, enquanto psicóloga, as decisões que eu mesma tomava como professora alfabetizadora em uma escola da periferia paulistana, decisões que criavam condições facilitadoras para a aprendizagem da leitura e da escrita”, conta.

Apesar de não a ter exercido durante boa parte de sua trajetória profissional, a verdade é que a veia artística de Valéria sempre esteve lá. Ela chegou a fazer três anos de artes plásticas, que depois deixou de lado para graduar-se em Psicologia. Foi em 1996 que, como hobby, começou o trabalho com cerâmica. “Eu fazia utilitários no início e há uns quatro anos comecei a me dedicar à escultura.”

“Na hora que eu vou trabalhar uma escultura, estou com aquele bloco de argila na mão, quando eu vejo, o que sai é uma mulher. Como um impulso”, diz Valéria. “Como eu trabalhei muitos anos na área da Psicologia clínica na periferia de São Paulo com mulheres das mais diferentes personalidades, acho que é isso que tento colocar nas minhas esculturas: uma mulher que sonha, que tem desejos, que tem uma visão para o futuro, que gostaria de ser melhor tratada do que tem sido pela nossa sociedade”, reflete.

Atualmente Fazolari trabalha no ateliê da ceramista Hisae Sugishita. Contente por ter obras suas vistas por milhares de psicólogos(as) de todo o Brasil que passaram pelo IV CBP, garante as exposições não vão parar por ali. “Haverá mais”, sinaliza.

*Texto: Gabriela Moncau, repórter freelancer do IV CBP.

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V CONGRESSO BRASILEIRO PSICOLOGIA: CIÊNCIA E PROFISSÃO

14 a 18 de novembro de 2018

São Paulo - SP